• Cecilia Leite

Um jardim de possibilidades...

Atualizado: 3 de nov. de 2018


As nossas queridas amigas plantinhas estão aqui no planeta há muito mais tempo do que nós, humanos. Elas têm um papel fundamental na manutenção da vida, que é muitas vezes negligenciado. Poucos se dão conta de que a nossa respiração e a nossa nutrição dependem totalmente delas. Ainda assim, mesmo com tantos maus tratos, elas continuam a sustentar a nossa vida.


Desde sempre elas são utilizadas também como remédios para os males do corpo e da alma. É conhecido o fato de que, desde tempos remotos, as ervas ocupam papel central nas artes de cura. A figura da erveira, da benzedeira, da curandeira, bem como dos boticários é bastante presente. As antigas civilizações têm suas medicinas bastante ligadas às plantas. Os essênios, os egípcios, os hindus, os chineses são muito conhecidos por terem desenvolvido um amplo conhecimento de ervas. A MTC (Medicina Tradicional Chinesa) tem um vasto compêndio de fitoterapia e do uso plantas na saúde. A Ayurveda (medicina indiana) também as utiliza, tanto em ingestão como em massagens, oleações, defumações entre outros. No Egito, eram utilizadas nas mumificações, e até na cosmética. Cleópatra fazia uso de plantas e flores para manter a sua beleza. Os incensos também tinham grande uso em todas as tradições antigas.


E o que muitos não sabem, é que, mesmo na medicina alopática, a base da maior parte dos medicamentos são elementos isolados (alguns sintetizados) das plantas. Os princípios ativos dos remédios vêm delas. A complexidade das moléculas das plantas, no entanto, não consegue ser reproduzida em laboratório, e, por isso, normalmente as fórmulas sintéticas podem apresentar efeitos colaterais e reações adversas mais intensos.


Atualmente, vem acontecendo um retorno às origens e uma busca por curas mais naturais e menos agressivas ao nosso corpo. E a utilização das plantas, em suas diversas formas, está se tornando mais popular. No entanto, alguns cuidados precisam ser tomados...Devemos lembrar que existem plantas tóxicas, que existem contraindicações em muitos casos, e é preciso conhecer bem, para se obter um resultado positivo. Justamente pelo fato de terem um efeito no organismo, é preciso cuidado na sua administração. Uma erva que estimule a menstruação por exemplo, não deve ser utilizada por grávidas. É preciso saber o momento certo, a forma de manipulação ideal para o benefício que se busca, e principalmente a dosagem correta. Não devemos esquecer que a diferença entre o remédio e o veneno está na quantidade... Muito cuidado com a ideia de que se é natural não fará mal...


Para uma planta ser considerada medicinal, ela precisa conter princípios ativos, tais como os óleos essenciais, flavonoides, alcaloides, taninos, mucilagens entre outros. Esses princípios ativos conferem uma série de propriedades as ervas: ansiolíticas, analgésicas, diuréticas, depurativas, carminativas, digestivas, estimulantes, expectorantes, antioxidantes, bactericidas, anti-inflamatórias, fungicidas, entre outras. Cada erva, dependendo dos princípios ativos que possui, vai apresentar algumas delas. Esses princípios ativos podem ser extraídos de várias maneiras: alguns são solúveis em água, outros em álcool, outros em óleos. Conhecendo a propriedade de cada erva e de cada princípio ativo a ser extraído, consegue-se decidir qual o método mais conveniente. Existem vinagres medicinais, azeites, tinturas (extração através do álcool, de vodka ou conhaque), extratos glicólicos, vinhos, óleos macerados, infusões, uma variedade enorme de possibilidades, cada uma com sua indicação. Esses preparados podem ser utilizados de várias formas, como ingestão, compressas, cataplasmas, massagens. Em todos esses casos, trata-se de fitoterapia, que é a utilização dos princípios ativos das plantas.


No entanto, existe uma outra forma de se beneficiar das plantas, que é a fitoenergética. Nesse caso, o que é utilizado é a propriedade energética da planta, sua vibração. Cada erva possui qualidades específicas, que ao entrar em contato com o nosso corpo sutil, é capaz de ressoar com ele e alterar a sua frequência. Abordarei em outro artigo como se dá essa interação, mas aqui saliento que essa é uma forma muito eficaz para se alterar padrões emocionais, limpar o nosso campo áurico, energizar e tonificar. Dessa forma, podemos nos beneficiar com banhos, escalda pés, sprays áuricos e ambientais entre outros.


Portanto, as plantas podem se tornar nossas maiores aliadas, tanto na prevenção como no tratamento, dos males do físico e também do emocional. Muitas vezes a cura que precisamos está logo ali, no nosso quintal...

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