• Cecilia Leite

A tampa da panela... Como se escolhe um parceiro?

Já aconteceu de você se envolver com uma pessoa e se perguntar: por que fui me interessar por alguém assim?! Muitas vezes, aparentemente, nosso escolhido não tem nada a ver com a gente... Mas olhando bem de perto, atentamente, dá pra perceber o que uniu o casal...



A astrologia nos ajuda muito a entender o que une, e também o que separa um casal. Aliás, normalmente, o que une é também o que separa... Pois trata-se de um ponto importante para ambos, caso contrário não haveriam se atraído.


Tudo o que almejamos está no nosso Mapa Natal. Tudo. Ou seja, as nossas expectativas, com todos os setores da nossa vida, estão indicadas no mapa. No caso específico de relacionamentos afetivos, costuma-se olhar o posicionamento de Sol, Lua, Vênus, Marte, casa 5, casa 7. Para as mulheres, o posicionamento do Sol (por signo, casa e aspectos) dá indícios do que ela busca em um homem, a nível mais essencial, enquanto Marte (também por signo, casa e aspectos) mostra o tipo físico por quem ela se atrai. No caso dos homens, a Lua indica o tipo de mulher onde ele busca nutrição emocional, segurança e aconchego, e a Vênus indica o tipo que o atrai. Em casos de casais homossexuais a análise é a mesma, considerando que as polaridades tratam de energia (yin e yang). Já a casa 5 indica o tipo de namoro, de prazer e divertimento que a pessoa precisa, e a casa 7 como ela estabelece as parcerias, a casa do casamento. E também do inimigo, já que às vezes casamos com o inimigo. Claro que outros pontos são igualmente importantes no mapa para indicar o que a pessoa busca em um relacionamento. Na realidade o mapa inteiro. Ele só tem sem sentido se for analisado na sua totalidade. Tudo é relevante, uma vez que não existe a possibilidade de analisá-lo em partes separadas.


Ocorre que nossos impulsos internos são na direção de satisfazer o nosso Mapa Natal, afinal nascemos com ele para realizá-lo. Então sempre vamos nos interessar por alguém que tenha o que algum aspecto dele pede (normalmente os aspectos mais importantes é que são decisivos). É incrível porque sempre em aula, sem nenhuma combinação prévia, dou exemplos de alguém que está assistindo. Olho o mapa do aluno, do seu parceiro, e bingo! Sempre dá certo... A aluna com Sol conjunção Saturno é casada com um senhor com Saturno focal, a outra com Sol e Lua em Aquário tem um marido com a Lua conjunta a Urano... Quando a pessoa tem planetas na casa 7 então, quase sempre esse planeta é forte no mapa do parceiro...


E aí acontece aquela coisa curiosa que todo mundo conhece! A troca de um relacionamento por outro que acaba sendo igualzinho... Claro, o padrão é o mesmo! Às vezes essa semelhança é óbvia, mas em outras circunstâncias é bem disfarçada, e parece para a pessoa que são parceiros completamente diferentes. Por exemplo: um militar, um executivo, um atleta, um açougueiro... Pode parecer que trata-se de indivíduos completamente diferentes, mas todos eles são regidos por Marte, e terão pontos muito semelhantes em sua personalidade. O ímpeto, a coragem, a impulsividade, a competitividade, o gosto pela adrenalina... E o que realmente importa é a essência e não a forma que ela toma.


Em outros casos podemos realmente ter relacionamentos com pessoas bastante diferentes. Isso quer dizer que cada uma está satisfazendo pontos diferentes do nosso mapa. Como temos várias necessidades mostradas por ele, podemos escolher, em determinados momentos, pessoas que preencham uma ou outra dessas demandas. E o que pode indicar essas escolhas em determinado momento são os trânsitos importantes que a pessoa esteja vivenciando (o posicionamento atual dos astros interagindo com o Mapa Natal dela). Quando um aspecto está evidenciado em determinado momento, aquelas necessidades se tornam mais urgentes, e, portanto, tendemos a escolher pessoas que preencham essas características. Se o aspecto ativado é forte e importante no mapa, aquelas necessidades serão sempre presentes. E, portanto, passado o trânsito aquele tema continuará importante e o relacionamento não deverá passar por uma perda de interesse. Mas se trata-se de um aspecto secundário, pode ser que, terminado o trânsito, o relacionamento perca a importância.


De qualquer maneira, relacionamentos importantes para nós, SEMPRE referem-se a pontos importantes de NOSSO mapa natal. E por isso entendemos que ninguém casa com uma pessoa muito diferente de si. Sempre vão haver pontos em comum. Por mais disfarçados que esses pontos possam estar. Devemos pensar duas vezes antes de falar mal daquele ex uma vez que podemos ser bem parecidas com ele e apenas não estarmos conscientes disso. Além do mais escolhemos essa pessoa.


Aí vem a pergunta: mas quem é a pessoa certa para mim? E a resposta é: aquela que te aproxima de você mesmo, que te ensina sobre você... Todos os nossos relacionamentos servem para nos mostrar questões de nós mesmos, são espelhos. E, se de fato encararmos assim, os relacionamentos mais desafiadores podem ser aqueles que mais nos ensinam e mais nos fazem crescer. Ou não... Podemos ficar reclamando, nos fazendo de vítimas, culpando o outro... A decisão é sempre nossa... O fato é que cada relacionamento traz consigo uma oportunidade única de conhecermos pontos obscuros da nossa personalidade. Sem sermos confrontados com esses pontos dificilmente teremos consciência deles. Por isso é sempre melhor se relacionar do que não se relacionar, desde que estejamos abertos para o aprendizado e para o crescimento que qualquer desafio pode nos trazer. É VIVENDO QUE SE APRENDE. Certas lições precisam ser vividas, experienciadas, para serem assimiladas. Não dá para ficar na teoria. Dar certo ou não dar certo é uma coisa muito relativa... Às vezes um relacionamento de um fim de semana pode acrescentar mais na vida de alguém do que um que dure a vida toda. E muito subjetiva também: o que é bom para um, não é para outro... Somos todos diferentes e não é possível fazer esse tipo de julgamento.


E a tendência é que quanto mais a pessoa aprenda sobre si mesmo, mais satisfatórios sejam seus relacionamentos. Quanto mais consciência a pessoa tem dos motivos que a estão fazendo se sentir atraída por um ou por outro, mais ela percebe onde está em falta com ela mesma. Se ela se sente atraída por alguém que seja livre e divertido, por exemplo, talvez esteja faltando isso na sua vida. Ou se gosta de pessoas mais velhas e responsáveis talvez deseje ter mais maturidade. Normalmente buscamos fora, aquilo que não reconhecemos em nós. Se integrarmos essas qualidades em nós ao invés de projetarmos no outro, o relacionamento passa a ser com a pessoa e não com o que ela representa. Não precisaremos das virtudes do outro para nos sentir completos, e assim ele não carregará o fardo de ter que nos fazer felizes. Cada um fica livre para ser o que é, sem precisar corresponder às expectativas do outro, e assim o relacionamento fica mais leve e mais verdadeiro.


Ou seja, quanto mais autoconhecimento maior a chance de escolhermos pessoas mais sintonizadas com o que de fato somos e queremos. Deixamos de escolher pelas nossas dores (carências, medo da falta, necessidade de segurança emocional ou material, entre outras tantas...) e passamos a nos relacionar somente pelo amor, sem expectativas de que o outro preencha nosso vazio. Tudo que acontece conosco tem o potencial de ser uma revelação e o propósito de nos levar para a nossa realização. O caminho evolutivo nos leva a descobrir que tudo já existe em nós. Os relacionamentos são um caminho para isso!

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